Pra não dizer que não falei das flores

Pra não dizer que não falei das flores

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

A construção do Herói

A jornada do escritor

o livro "A jornada do escritor"

o livro "A jornada do escritor"

Christopher Vogler foi funcionário dos estúdios Disney, estudou cinema e, apaixonado por narrativa, criou o livro “A jornada do escritor” (Editora Nova Fronteira, 2ª edição, 1998.) inspirado no livro “O herói de mil faces”, do mitólogo Joseph Campbell. A obra de Vogler leva o leitor a conhecer a jornada fascinante do herói (homem ou mulher), existente em obras literárias e filmes.

O autor explora a viagem da escrita envolvendo surpresas, curiosidades, idéias, sugestões e as trajetórias e características do herói na história. O livro é empolgante e consegue prender a atenção do leitor pelas analogias presenciadas pelo espectador em outras obras. É um grande auxiliar para aqueles que gostam de escrever histórias e narrativas, elucidando que não é necessário elas seguirem o mesmo padrão citado por ele.

Vogler, em seus esclarecimentos, entra em muitos detalhes, tornando o livro maçante e cansativo, mas um bom prato para os apreciadores de uma boa história. O livro é voltado principalmente para roteiristas, escritores, contadores de histórias, críticos de cinema, dramaturgos, psicólogos, autores de RPG e curiosos. A pretensão do autor não é fazer dele um manual, mas uma base para novas narrativas.

O livro divide-se em três etapas. A primeira descreve o personagem indispensável em qualquer conto, o herói. A segunda descreve como deve seguir a narrativa para ter uma boa fluência até o desfecho da trama. E, na última etapa, faz um resumo da saga. Os apêndices usam todos esses passos para analisar clássicos roteiros do cinema, como o do filme “O Rei Leão”.

Na jornada do herói existem três atos. O primeiro ato é a apresentação do personagem que o autor divide  mundo comum, chamado à aventura, recusa do chamado, encontro com o mentor e travessia do primeiro limiar (limite).

A segunda trajetória do herói é o conflito, dividido testes, aliados e inimigos, aproximação da caverna oculta, provação suprema e recompensa.

Por fim, a resolução que seria o caminho de volta, a ressurreição e o retorno com o elixir.

A leitura do livro é essencial para quem ama criar com palavras, mas não vai tornar ninguém um exímio criador de história. O livro serve apenas para aprender passo a passo a estruturar enredos e criar personagens realísticos. Além de compreender melhor como os grandes contadores de histórias usam estruturas míticas para criar narrativas poderosas.

Shattered Glass

O filme Shattered Glass

O filme Shattered Glass

Shattered Glass

O drama Shattered Glass do autor e diretor Billy Ray, é baseado na história real de Stephen Glass, jovem norte americano considerado um talento no jornalismo dos anos 90. Glass (interpretado por Hayden Christensen) trabalhava em uma revista famosa com grande influência no mercado.

Glass é um gênio que utiliza artifícios como fraudar a maior parte de suas notícias. O talento de Glass contribui para a fama e para as propostas de freelancer.

Mas Chuck Lane (Peter Saasgard) o editor de uma revista concorrente inconformado com o sucesso de Glass, procurou provas para desmascarar Stephen Glass e a acabou encontrando. A descoberta de Lane aboliu a credibilidade que Glass havia obtido.

Chloe Sevigny, Steve Zahn ou Rosario Dawson também compõem um prestigiado e convincente núcleo de atores.

Ética e responsabilidade

Ética e responsabilidade

A responsabilidade e a ética são as bases de qualquer profissão, principalmente no jornalismo. O jornalismo requer um cuidado especial por ser um meio de comunicação que manipula opiniões.

O jornalista deve antes de publicar qualquer matéria apurar a notícia. Deve ser imparcial em suas anotações, não deve ser sensacionalista, com finalidade de conseguir público. Deve seguir ao máximo as normas da profissão. Evitar expor pessoas que não necessitam ser citadas e crianças.

A notícia deve ser de interesse da maioria e não para favorecer uma minoria interessada.

O bom profissional é aquele que se preocupa com a qualidade de seu trabalho.

Uma vida de exílio

Uma vida de exílio

Geraldo Pedrosa de Araújo Dias nasceu em 12 de setembro de 1935, em João Pessoa, na Paraíba. Filho do médico José Vandregisilo e Maria Eugênia, tornou-se ícone contra a ditadura militar em 1968 por compor canções militantes.

Desde criança, ele já se interessava por música, participando de apresentações na escola onde estudava e no programa de calouros da rádio Tabajara. Geraldo era apaixonado por rádio, principal veículo de comunicação nos anos 30 e 40.

Mudou-se para o Rio de Janeiro com a família em 1951. O lugar  contribuiu para a vida artística do músico. No Rio de Janeiro, conheceu várias pessoas ligadas ao meio artístico, como o compositor Valdemar Henrique, Baden Powell e Luís Eça.

Participou representando a Paraíba, em sua primeira experiência como artista, no programa de auditório apresentado por César de Alencar, um dos mais famosos animadores dos anos 50. Geraldo porém não foi classificado.

Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil no Rio de Janeiro por insistência da mãe. Na faculdade, passou a se interessar por política estudantil. Geraldo foi membro do CPCs (Centros Populares de Cultura) da UNE (União Nacional dos Estudantes). Durante esse período, conheceu Carlos Lyra, seu primeiro parceiro a produzir música como “Quem Quiser Encontrar o Amor” e “Aruanda”, e João Gilberto, com quem se apresentou em vários programas.

O advogado pendurou o diploma e foi viver a vida de músico tão sonhada. Iniciou sua carreira com o nome artístico de Carlos Dias, homenagem aos cantores Carlos Galhardos e Carlos José. Depois, passou a usar o codinome Geraldo Vandré em homenagem ao pai, José Vandregisilo.

Geraldo Vandré foi influenciado pela Bossa Nova e pelo Jazz, o que estimulou a introduzir elementos musicais diferenciados em suas músicas.

Em 1964, gravou seu primeiro LP, “Geraldo Vandré”, com as músicas “Fica Mal com Deus” e “Menino das Laranjas” (com Theo de Barros), entre outras. Participou de muitos festivais, defendendo músicas e compondo. Em uma de suas participações, venceu em primeiro lugar com a música “Porta-Estandarte”, sua em parceria com Fernando Lona, defendida por Tuca e Airto Moreira.

Passou a integrar um grupo que veio a se chamar Quarteto Novo e contava com Hermeto Pascoal, Theo de Barros, Heraldo do Monte e Airto Moreira.

Vandré teve sua música “Disparada” empatada em primeiro lugar no  Festival da TV Record de 1966 com “A Banda”, de Chico Buarque. “A Banda” ganhou no júri, mas o prêmio foi dividido por determinação do próprio Chico.

Em setembro de 68, a música “Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei das Flores)” conquistou o segundo lugar na fase nacional do 3° Festival Internacional da Canção, promovida pela TV Globo, perdendo para “Sabiá”, de Chico Buarque e Tom Jobim. Apesar do público sustentar “Caminhando” como vencedora e vaiar a decisão do júri, Geraldo Vandré não ficou calado e defendeu os adversários, “Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque de Hollanda merecem nosso respeito. (…) Pra vocês que continuam pensando que me apóiam vaiando… (…) A vida não se resume a festivais”, disse, enquanto a multidão acenava com lenços brancos.

Vandré sumiu dos palcos pouco depois, com o acirramento da ditadura e a promulgação do Ato Institucional 5 (AI5), no dia 13 de dezembro de 1968. “Pra não dizer que não falei das flores” foi proibida e o cantor perseguido pelos militares. Segundo o compositor Geraldo Azevedo (integrante do Quarteto Novo), o grupo ia se apresentar em Brasília, no dia que foi decretado o AI5.

Geraldo Vandré permaneceu escondido por amigos até fugir disfarçado e com passaporte falso no carnaval de 1969. Com o exílio, Vandré foi morar no Chile, França, Argélia, Alemanha, Áustria, Grécia e Bulgária. Nos quatro anos que ficou fora do Brasil, compôs músicas e lançou os dois últimos LPs de sua carreira, totalizando cinco, além de formar o grupo Quinteto Violado e ganhar no festival de música, no Peru.

O pai da resistência à ditadura tornou-se uma espécie de “mito” para o Brasil, por ter ficado sem fazer shows no Brasil, desde seu exílio. O retorno oficial do compositor aconteceu no dia 21 de agosto de 1973, em Brasília.

Na chegada, declarou ao Jornal Nacional: “Quero agora só fazer canções de amor e paz”. Sua chegada ao Brasil, na verdade, teria ocorrido em julho de 1973, com a condição de dar a seguinte declaração ao JN:  “Nunca fui preso, torturado, essas coisas que dizem por aí”, afirmou à revista VIP Exame, em março de 1995.

Nessa época, enfrentou várias crises de depressão. Foi o único artista do período que não voltou a se apresentar em palcos brasileiros. Apresentou-se no Paraguai em 1982 e 1985, na fronteira com o Brasil, rompendo mais de uma década de silêncio. E para quem sentiu saudades do cantor, nos anos 90 foram lançadas coletâneas com obras suas. Vandré passou apenas a compor canções e, entre elas, fez “Fabiana” em homenagem à FAB (Força Aérea Brasileira), paixão desde criança.

Hoje ele é o único advogado na sua cidade, apaixonado por carros e aviões. Leva uma vida ocupada e simples. “Nunca fui um compositor de protesto. Sou um músico de formação erudita. Ouço Villa-Lobos, Wagner. (…) A minha relação com os militares não foi política e nunca vai ser. Caminhando era um aviso: ‘Olha gente, desse jeito não dá mais’. (…) Ouço só rádio, a Cultura AM, que toca música clássica. Tenho um aparelho de TV branco e preto em casa, mas raramente ligo”, disse Vandré aos seus 65 anos, em uma entrevista a CliqueMusic, 30 anos após o exilo.

Seu último projeto como artista será gravar um CD (sem previsão) no qual foi convidado por Zé Ramalho.

vandre312

ética no jornalismo

Ética no jornalismo

Cabe apenas ao jornalista julgar o que é ético e isso é uma questão de bom senso.

O bom jornalista deve primeiro apurar os fatos, a partir daí publicá-los de forma clara e imparcial. É obrigação do jornalista manter seu público bem informado.

O jornalista deve publicar a reportagem mesmo sabendo que ela pode prejudicar pessoas, desde que a notícia seja verdadeira.

Ele deve avaliar também se a notícia tem importância. O jornalista não deve expor pessoas que não estão envolvidas no caso, por exemplo, a família de um criminoso.

O profissional de jornalismo deve publicar matérias que possam desenvolver uma posição crítica na sociedade e não apenas publicar matérias.

Os meios de comunicação tem o poder de manipular a opinião pública. É obrigação do jornalista ter cuidado ao usar as palavras, ele pode ofender pessoas e formar juízos.

O maior bem que um jornalista pode ter é a credibilidade adquirida pelo público e que só é obtida através do bom profissionalismo.

Criatividade, caso Welles

Criatividade, caso Welles

Orson Welles inventor de "Guerra dos mundos"

Orson Welles inventor de "Guerra dos mundos"

No ano de 1938 o radialista Orson Welles,   23anos, transmitiu o programa “A guerra dos mundos” com a intenção de pregar uma peça em toda a comunidade de Nova York, EUA. Sua proposta era mostrar para todos o poder que os meios de comunicação têm  em manipular a opinião pública.

Welles teve a brilhante idéia de colocar no ar a encenação de “Guerra dos mundo”, obra escrita e interpretada durante uma hora, sobre a invasão de extra- terrestres à Terra. Apenas quem ouviu o programa desde o início soube que tudo aquilo não passava de uma brincadeira.

A criatividade de Welles tornou um caos bairros de Nova York, causando congestionamento das linhas telefônicas e desespero na população mal informada.

O mais surpreendente é como passaram despercebidas certas tecnologias que naquela época ainda não eram possíveis, como  a transmissão de uma entrevista ao vivo fora dos estúdios da rádio.

Estima -se que havia 6milhões de ouvintes sintonizados naquele dia. Em torno de 1,5milhões se desesperaram com a falsa notícia.

Após o ocorrido, Welles foi processado e se tornou conhecido em todo o mundo.

Campanha de incentivo ao parto normal

Campanha de incentivo ao parto normal

O parto é um momento único e fantástico a nova mamãe eo seu bebê. Cada coisa tem o seu tempo. E é por isso queo o Ministério da Saúde começou com a campanha de incentivo ao parto normal. O parto normal é a maneira mais natural de realizar o encontro entre a mamãe e o bebê.

Esse tipo de parto traz muitas vantagens para os envolvidos. Além de ser rápido na sua recuperação, mas nem sempre rápido na sua duração, ele é mais seguro que a cesariana. A nova mamãe após o parto já está recuperada e não sente dores. Para o bebê, ele acontece no momento exato ajudando a fortalecer o sistema respiratório e a sucção. A mãe que escolhe dá luz em um parto normal tem maiores chances de amamentar seu filho, ter alta no dia seguinte e realizar todas as tarefas normalmente.

Não tem coisa melhor, que ver seu nenem forte e sadio, aos seus cuidados. Converse com seu médico e dê preferência ao parto normal. Deixe a vida acontecer naturalmente, seu bebê agradece.

Campanha de incentivo ao parto normal.

Campanha de incentivo ao parto normal.

Resenha- 1968 o ano que nao terminou

Livro 1968 O ano qu enão terminou (Zuenir Ventura)

Livro 1968 O ano qu enão terminou (Zuenir Ventura)

O Réveillon da Helô continua

O livro 1968 O ANO QUE NÃO TERMINOU: A AVENTURA DE UMA GERAÇÃO (Editora Nova Fronteira, 1988, 314 páginas), obra do jornalista mineiro Zuenir Ventura participante e testemunha de 1968, retrata os acontecimentos que mudaram a história por causa da juventude rebelde, revolucionária e iluminista daquele ano no Brasil.

O livro é baseado em depoimentos de pessoas que participaram da revolução de 1968, que teve fim em 13 de dezembro do mesmo ano com o Ato Institucional5 (AI5).

Para o autor, o ano teve início na festa de Réveillon mais badalada do Rio de Janeiro, na casa de Heloisa Buarque de Holanda (Helô), onde se reuniam vários intelectuais e artistas da época.

Os jovens inspirados nas idéias marxistas, queriam revolucionar o país. Os livros eram os meios de comunicação mais utilizados por eles e, em seguida, o cinema que teve um grande avanço a partir daquele ano.

Um dos fenômenos mais marcantes foi a presença de palavrão em todas as partes da cultura. A sexualidade e o uso de drogas estavam em alta. E as mulheres queriam mais independência, formando grupos feministas. A minoria que fazia parte da classe alta queria fazer mudança e a maioria da classe pobre só pensava em roubar e fumar maconha no Rio de Janeiro, segundo o autor Zuenir Ventura.

“Tudo isso explica por que um dos traços dessa geração foi uma desconfiança que, misturada a uma febril exaltação com o aqui e o agora, produzia uma original síntese de desprezo ao passado e impaciência com o futuro”, aponta o autor.

No livro são narradas as primeiras evidências claras na mudança da sociedade brasileira com a quebra do tradicionalismo e rompimento da barreira do preconceito. O movimento iniciado na Europa, o chamado Maio de 68, contaminou principalmente cariocas e paulistas.

Zuenir conta também episódios como a morte do estudante Édson Luis, o festival de música, o período ditatorial no Brasil, mesmo que com superficialidade.

O Golpe de 64, apoiado pelos meios de comunicação e opinião pública, teve quatro anos mais tarde o descontentamento dos jovens rebeldes, que começavam a ir às ruas protestar em movimentos estudantis dando inicio  à “Revolução Armada”.

A rebeldia dos estudantes influenciou na vida dos artistas e intelectuais, que se aproveitavam da situação e, no final, acabaram assistindo ao fim de suas produções.

Os estudantes foram impedidos e perseguidos pelo presidente Costa e Silva  que promulgou o AI5, acabando com os sonhos dos revolucionários.

O mundo carrega uma herança de uma geração diferenciada, que revolucionou quando foi necessário e que não se intimidou em encarar todo sistema político que dominava o mundo pelo ideal de um mundo mais igualitário, como almejavam os comunistas.

O livro é muito rico em detalhes, facilita o leitor imaginar todo o enredo narrado e ficar bem informado, o que também o torna maçante. A obra possui uma linguagem fácil . E ninguém melhor que Zuenir Ventura para narrar de forma interessante eventos presenciados por ele .

Queda de Diego do pódio

Queda do pódio

Diego Hypolito triste com sua queda.

Diego Hypolito cai no final de sua bateria.

Coitados de nós, pobres mortais, quando percorremos um maravilhoso caminho e no final acabamos caindo em um precipício. De repente, a certeza do sucesso se transforma em um tremendo fracasso e não sabemos explicar o que aconteceu.

Foi mais ou menos o que ocorreu com o ginasta Diego Hipólito, que depois de uma seqüência de movimentos graciosos acabou caindo no último salto. Após este infeliz acidente, um trabalho árduo de meses e meses caiu por terra.

Diego entrou na disputa como um dos favoritos para receber a medalha de ouro, a mais cobiçada por todos, mas com uma queda na última manobra de sua apresentação perdeu o favoritismo, classificando-se em 6° lugar.

Nós brasileiros não devemos nos esquecer que este exemplo de atleta teve que se superar para vencer os diversos obstáculos que lhe foram impostos. No ano passado, logo após se submeter a uma bem sucedida cirurgia no joelho, contraiu dengue. Essas seqüências de fatos terminaram afastando-o por um longo período de seus treinamentos, mesmo assim Diego disse que nada disso influenciou nos seus resultados em Pequim.

É, foi com muito esforço que ele chegou as Olimpíadas da China, mas infelizmente não foi dessa vez que o nosso ginasta subiu ao pódio.

Diego recebeu dos jurados 15,200 pontos, o chinês Kai Zou, com 16,050, conquistou a medalha de ouro, enquanto o espanhol Gervasio Deferr ficou com prata e o russo Anton Golotsutskov levou o bronze.

Chorando e inconsolado Diego Hipólito pediu desculpas aos brasileiros por não ter correspondido às expectativas, mas afirmou que isto foi uma lição que não pretende repetir nas próximas três edições das Olimpíadas. Diego, aos 22 anos, falou como se os Jogos de Londres 2012 já fossem certeza e ficou triste em ter que esperar mais quatro anos.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.